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Saúde

Febre maculosa mata 18 pessoas em São Paulo

Dados da Secretaria de Estado da Saúde são referentes ao período de janeiro a julho de 2026; doença pode evoluir rapidamente e exige tratamento precoce

Por glauciusb@gmail.com Publicado em 3 min de leitura
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Febre maculosa mata 18 pessoas em São Paulo
Reprodução — conferir direito de uso

São Paulo registrou 19 casos confirmados de febre maculosa entre janeiro e julho deste ano. O número chama a atenção pela alta gravidade da doença: 18 pessoas morreram no período, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP).

As mortes foram registradas principalmente nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.

A febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii. A doença pode atingir pessoas de qualquer idade e evoluir para formas graves em poucos dias, especialmente quando o tratamento demora para ser iniciado.

Sintomas podem ser confundidos com outras doenças

Nos primeiros dias, os sintomas costumam ser inespecíficos. Febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar estão entre os sinais mais frequentes.

Por isso, a doença pode ser confundida inicialmente com dengue, viroses ou leptospirose.

A partir dos primeiros dias de evolução, podem surgir manchas avermelhadas na pele, que em quadros mais graves podem evoluir para pequenas lesões arroxeadas. O paciente também pode apresentar complicações que atingem órgãos importantes e os sistemas neurológico e respiratório.

Atenção após visitas a áreas de mata

Um dos principais sinais de alerta é o surgimento de febre e outros sintomas depois de frequentar locais onde há possibilidade de presença de carrapatos.

Áreas de mata, florestas, fazendas, trilhas e locais com vegetação alta exigem atenção redobrada.

Ao procurar atendimento, a pessoa deve informar ao profissional de saúde se esteve nesses ambientes ou teve contato com carrapatos.

O diagnóstico precoce é considerado fundamental para reduzir o risco de agravamento. Como os exames laboratoriais podem levar dias para confirmar a infecção, a avaliação médica deve considerar também os sintomas e o histórico de exposição.

Cães também podem levar carrapatos para dentro de casa

Os cuidados não devem ficar restritos às pessoas.

Cães que circulam por áreas de vegetação podem retornar para casa com carrapatos presos ao corpo e, dessa forma, aumentar a possibilidade de contato do parasita com os moradores.

A recomendação é manter os animais protegidos com produtos específicos contra carrapatos e verificar o corpo do animal após passeios em áreas de risco.

Quando for necessário frequentar locais com vegetação alta, algumas medidas ajudam a diminuir o risco de contato com carrapatos:

  • Usar calças compridas e botas;
  • Dar preferência a roupas claras, que facilitam a visualização dos carrapatos;
  • Evitar contato desnecessário com vegetação alta;
  • Conferir o corpo e as roupas depois de permanecer em áreas de risco;
  • Verificar os animais após passeios;
  • Utilizar produtos específicos para prevenção de carrapatos em cães, conforme orientação veterinária.

Encontrou um carrapato? Saiba o que fazer

Se um carrapato estiver preso à pele, a orientação é retirá-lo com uma pinça, puxando-o com firmeza e sem apertar ou esmagar o animal.

Depois da retirada, o local deve ser lavado com água e sabão ou higienizado com álcool.

A retirada rápida é importante porque reduz o tempo de exposição ao parasita.

Quem apresentar febre, dor de cabeça, dores no corpo ou outros sintomas após frequentar áreas de risco deve procurar atendimento médico o quanto antes e informar sobre a possível exposição a carrapatos.

Os dados são referentes ao período de janeiro a julho de 2026 e foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Fonte: TV D Mococa

Conteúdo publicado originalmente pelo veículo citado e reproduzido aqui com crédito e link para a matéria completa.

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