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Saúde

Novas regras facilitam doação de sangue após tatuagem e outros procedimentos

Mudanças começam a valer em 30 de setembro e reduzem o tempo de espera em alguns casos; quem fez tatuagem poderá doar depois de sete dias, dependendo das condições do procedimento

Por glauciusb@gmail.com Publicado em 4 min de leitura
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Novas regras facilitam doação de sangue após tatuagem e outros procedimentos
Reprodução — conferir direito de uso

Quem tem tatuagem, piercing ou fez algum procedimento médico e costuma doar sangue terá novas regras para ficar de olho. A partir de 30 de setembro, o Ministério da Saúde muda alguns dos prazos que impedem temporariamente a doação.

A ideia é atualizar os critérios usados pelos hemocentros e tornar a avaliação mais adequada aos procedimentos e tratamentos atuais. As novas regras foram publicadas em julho e os serviços de saúde tiveram um período para se adaptar.

Uma das mudanças que mais chama a atenção envolve tatuagens, piercings e maquiagem definitiva.

Quem fez um desses procedimentos poderá esperar apenas sete dias para doar sangue quando for possível verificar que o procedimento foi realizado em condições seguras e não houver indicação de risco.

Se não for possível confirmar essas condições, o prazo será de quatro meses.

Para quem colocou piercing na boca ou nos órgãos genitais, a espera será de quatro meses depois da colocação e retirada.

E depois de um exame ou cirurgia?

Também há novidades para quem passou por alguns procedimentos médicos.

Depois de uma endoscopia ou colonoscopia, por exemplo, o período de espera cai de seis para quatro meses.

Quem fez cirurgia bariátrica poderá voltar a doar depois de seis meses, desde que esteja em boas condições de saúde.

Também mudam os prazos para algumas doenças. Quem teve chikungunya poderá doar 30 dias depois da recuperação completa. Para quem teve Covid-19, a espera será de dez dias após a recuperação, desde que não existam sintomas prolongados que impeçam a doação.

E quem usa PrEP?

As novas regras também trazem critérios específicos para quem utiliza PrEP, medicamento usado na prevenção do HIV.

Depois de interromper a PrEP em comprimidos, será necessário esperar quatro meses para doar sangue. Já no caso da PrEP injetável de longa duração, o prazo será de dois anos.

Outro caso envolve pessoas que compartilham canetas ou outros dispositivos utilizados para aplicar medicamentos injetáveis, inclusive alguns medicamentos para controle de peso e diabetes. Nessa situação, será necessário aguardar quatro meses.

Pessoas que tiveram câncer também terão mudança

O histórico de câncer também passa a ter novos critérios.

Em alguns tipos de tumor, pessoas que terminaram o tratamento e estão curadas ou em remissão poderão voltar a doar cinco anos depois do fim do tratamento.

A mudança não vale para cânceres do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma, nem para melanoma. Nesses casos, o impedimento continua.

Por que é preciso esperar?

Os períodos de espera existem por uma questão de segurança. Algumas infecções podem levar um tempo até serem identificadas pelos exames. Por isso, o intervalo ajuda a diminuir o risco de uma doença ainda não detectada ser transmitida por meio do sangue doado.

Antes da coleta, todo candidato passa por uma entrevista e uma avaliação. É nesse momento que a equipe verifica doenças recentes, medicamentos, procedimentos realizados e outras situações que possam interferir na doação.

E tem uma data importante: até 29 de setembro, continuam valendo as regras atuais. A partir de 30 de setembro, entram em vigor os novos critérios.

Quem pode doar sangue?

De forma geral, podem doar pessoas de 16 a 69 anos. Quem tem entre 60 e 69 anos precisa ter feito pelo menos uma doação antes de completar 60.

Também é necessário pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas e apresentar um documento oficial com foto.

No caso de menores de 18 anos, é necessária autorização do responsável.

Mesmo cumprindo esses requisitos, a liberação para doar depende da avaliação feita pela equipe do hemocentro. Por isso, é importante informar durante a triagem qualquer doença recente, medicamento utilizado ou procedimento realizado.

A orientação vale para todos: antes de ir ao hemocentro, confira as regras e, durante a entrevista, responda corretamente às perguntas da equipe. A triagem é uma das etapas que ajudam a garantir que o sangue doado seja seguro para quem vai recebê-lo.

Fonte: TV D Mococa

Conteúdo publicado originalmente pelo veículo citado e reproduzido aqui com crédito e link para a matéria completa.

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